A Dívida Pública Federal (DPF) terminou junho em R$ 7,883 trilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida. O número representa alta de 2,77%, sempre em relação ao mês anterior.
Considerando os números do Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF encerrou o mês passado fora dos limites, que variam entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões no ano.
Já a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) alcançou R$ 7,581 trilhões, alta de 2,99%. Por sua vez, a Dívida Federal Externa (DFE) somou R$ 302,12 bilhões, queda de 2,28%.
As emissões da DPF em junho corresponderam a R$ 177,09 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 17,91 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 159,19 bilhões.
Desse total líquido, R$ 154,62 bilhões referem-se a emissão líquida da DPMFi e R$ 4,57 bilhões à emissão líquida da DFE.
O percentual vincendo em 12 meses da DPF ficou em 15,68%, contra 16,02% no mês anterior.
Por fim, o prazo médio ficou em 4,14 anos, contra 4,20 anos. Considerando a metodologia “Average Term to Maturity”, que permite melhor comparação do Brasil com outros países, a vida média da DPF passou de 5,79 anos para 5,74 anos.
A participação dos papéis pós-fixados na DPF variou de 48,25% em maio para 48,16% em junho. Pelos limites do PAF, essa participação deve variar entre 48% e 52% em 2025.
Já os títulos prefixados representaram 21,57% da DPF em junho (contra 21,10% em maio). Os papéis ligados a índices de preços representaram 26,45% do total (26,64%). Já aqueles ligados a câmbio ficaram em 3,82% (4,02%).
Pelos parâmetros do PAF, a participação dos papéis prefixados deve ficar entre 19% e 23% da DPF em 2025. Já os atrelados a índice de preços devem variar de 24% a 28% e os papéis ligados ao câmbio devem ficar entre 3% e 7%.
Participação de não residentes
A participação de investidores não residentes na DPMFi variou de 9,88% em maio para 9,84% em junho deste ano. Em valores absolutos, a fatia saiu de R$ 727,13 bilhões para R$ 745,90 bilhões.
Os fundos de investimento ficaram com participação de 22,14% em junho (contra 22,40% em maio). As instituições de previdência fecharam em 23,09% (23,60%). As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 31,30% (30,14%). O governo respondeu por 3,00% (3,07%). Já as seguradoras ficaram com 3,67% (3,81%).
O custo médio acumulado em 12 meses do estoque da DPF fechou junho em 11,41%, contra 11,73% ao ano registrado no mês imediatamente anterior. Já o custo médio da DPMFi ficou em 11,70%, depois de marcar 11,55% em maio.
No caso das emissões, o custo médio em oferta pública da DPMFi acumulado em 12 meses foi de 13,52% em junho (13,38% em maio).
Nesse caso, as Letras do Tesouro Nacional (LTN) tiveram custo médio de 13,89% (13,78%), enquanto o custo para colocação de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) fechou o mês em 14,10% (14,08%). As NTN-B tiveram custo de 13,66% (14,11%) e as LFTs saíram a 13,17% (12,80%).
O colchão de liquidez da dívida pública terminou junho em R$ 1,030 trilhão, contra R$ 861,30 bilhões registrados em maio. O colchão é suficiente para cobrir 8,44 meses de vencimentos de títulos à frente.
Em maio, o colchão era suficiente para cobrir 8,77 meses de vencimentos à frente.

Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.

























