O Ibovespa encerrou a semana com leve alta de 0,26%, aos 168.385,40 pontos, sob pressão das incertezas fiscais e do cenário externo. O movimento acontece depois da perda semanal de 18% provocadas pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar da estabilização, a bolsa ainda reflete a cautela dos investidores diante das incertezas sobre a condução da política fiscal no próximo mandato de Lula. O mercado aguarda o pronunciamento do presidente, previsto para domingo (8), em busca de sinalizações sobre o compromisso do governo com as metas fiscais.
Na terça-feira (3), o principal índice da B3 caiu 1,42%, acumulando seis pregões consecutivos de baixa desde o resultado eleitoral. O movimento foi acompanhado pela alta de 0,79% do dólar, que fechou a R$ 5,49, maior patamar do ano.
Na quarta-feira (4), a bolsa interrompeu a sequência negativa e subiu 1,23%, na primeira alta desde as eleições. O avanço foi impulsionado pelo desempenho positivo dos mercados internacionais e pela valorização de ações da Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4), que divulgou resultados do terceiro trimestre. A queda superior a 7% dos papéis da Petrobras (PETR3), em meio ao tombo de mais de 8% do petróleo no mercado internacional, limitou os ganhos do índice.
O alívio, porém, durou pouco. Na quinta-feira (5), o Ibovespa voltou a cair, com recuo de 0,82%, pressionado pelo tombo das bolsas de Nova York, especialmente do Nasdaq, que despencou 5,52%. No cenário doméstico, a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano, em linha com as expectativas, e a piora da percepção fiscal continuaram no radar.
A temporada de balanços também provocou movimentos distintos entre as ações, com destaque para a queda de 17,72% da Tenda (TEND3) e a alta de 9,25% da C&A (CEAB3).
Nesta sexta-feira (6), o índice voltou a ganhar força, com alta de 1,33%, impulsionado pelo payroll americano, que mostrou a criação de 165 mil vagas de trabalho em outubro, acima das 65 mil projetadas pelo mercado.
As maiores altas do Ibovespa na semana
C&A (CEAB3): +23,97%, R$ 7,44
As ações da rede de varejo valorizaram 23,97% na semana, liderando os ganhos do Ibovespa no período. A empresa registrou lucro acima do esperado pelo mercado no 3º trimestre. No ano, os papéis caem 36,36%.
Cosan (CSAN3): +18,03%, R$ 2,50
As ações da holding de energia e infraestrutura subiram 18,03% na semana ante rumor de venda de 25% da Compass, controladora da Comgás. Os papéis caem 47,93% no ano.
Smart Fit (SMFT3): +17,59%, R$ 17,71
As ações da rede de academias subiram 17,59% na semana após seu balanço do 3º trimestre superar as expectativas do mercado. No ano, os papéis caem 20,96%.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
Prio (PRIO3): -15,40%, R$ 61,54
As ações da Prio caíram 15,40%, liderando as perdas do Ibovespa na semana, enquanto sobem 46,02% no ano. A queda de 16% do petróleo Brent e 13% do WTI pressionou as ações das petroleiras na semana.
Brava (BRAV3): -15,64%, R$ 15,76
A Brava caiu 15,64% na semana. No acumulado do ano o valor do papel cai 7,17%.
Petrobras (PETR3): -14,66%, R$ 51,78
As ações da Petrobras caíram 14,66% em uma semana, enquanto no ano sobem 64,87%.
*Com Broadcast
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