Uma denúncia de derrubada de árvores nativas com uso de máquinas pesadas motivou uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) na região do Rio Formoso, em Bonito. A área fica nas proximidades de um atrativo turístico, a aproximadamente 16 quilômetros do perímetro urbano.
O procedimento administrativo foi publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do MPMS. A apuração pretende dimensionar a extensão do desmatamento, identificar os responsáveis e esclarecer se a retirada da vegetação tinha autorização ambiental.
Entre as diligências estão a vistoria técnica pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a apresentação de laudo, fotografias e relatório ambiental. O levantamento deverá permitir o mapeamento do trecho afetado e o cálculo da área desmatada em hectares.
O Ministério Público também quer verificar se a intervenção alcançou áreas de preservação permanente, como margens de rios e nascentes. A análise inclui a existência de licenças ou autorizações para a supressão da vegetação.
Imagens de satélite foram solicitadas para comparar a cobertura vegetal em diferentes períodos e ajudar a estabelecer quando ocorreram as alterações. Já os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deverão auxiliar na identificação do proprietário do imóvel.
Ainda não há informação pública sobre a conclusão da vistoria ou os resultados da análise ambiental. A investigação deverá esclarecer se houve irregularidade e quais providências serão necessárias caso sejam constatadas infrações.
A região investigada integra uma área de importância ambiental para Bonito, onde a preservação da vegetação contribui para a proteção dos rios e dos recursos naturais que sustentam a atividade turística.
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