
O vereador Landmark Rios (PT) repudiou o tumulto e as agressões ocorridas nesta terça-feira (20), na Câmara Municipal de Campo Grande, durante a sessão em que o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, deveria prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buracos. Para o parlamentar, a violência não resolve os problemas da cidade e não pode desviar o foco da cobrança por transparência na aplicação do dinheiro público.
A confusão provocou o encerramento antecipado da sessão e impediu que os vereadores concluíssem os questionamentos ao secretário. Landmark lamentou o episódio e reforçou que a população precisa de respostas sobre os recursos destinados à manutenção das ruas da Capital, especialmente diante das reclamações recorrentes sobre buracos e as condições do asfalto.
“Com a agressão, nós não vamos a lugar nenhum. O que nós precisamos é de saber onde está o dinheiro do tapa-buraco. Onde está o dinheiro do Fundersul”, afirmou o vereador. A cobrança envolve não apenas os valores destinados à operação tapa-buracos, mas também a aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul). A pergunta é direta: para onde esse dinheiro está indo e quais resultados ele está trazendo para a população?
Landmark defende que os esclarecimentos sejam prestados e que os recursos públicos sejam fiscalizados. Para ele, a interrupção da sessão não pode significar o fim das cobranças, principalmente quando moradores continuam enfrentando problemas de infraestrutura e esperam respostas do poder público.
“A sessão foi encerrada por agressões ocorridas no plenário. E com a agressão não se resolve nada. O que nós precisamos é de gestão”, reforçou.
A CPI do Tapa-Buraco segue na pauta de fiscalização da Câmara. Landmark reafirma que o tumulto não pode interromper a investigação nem tirar o foco do que realmente importa: esclarecer a aplicação dos recursos públicos, apurar possíveis irregularidades e cobrar soluções para os problemas de infraestrutura de Campo Grande. A população tem o direito de saber onde o dinheiro está sendo aplicado e por que tantas ruas continuam precisando de melhorias.

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