José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, foi exonerado do cargo de assessor parlamentar do gabinete do deputado estadual Lídio Lopes (Avante), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O desligamento foi decretado em 9 de outubro, após ele ter sido preso com R$ 127 mil em espécie e material de campanha do parlamentar.
Ex-vereador de Mundo Novo, onde exerceu cinco mandatos e presidiu a Câmara Municipal, Zé Bocão havia sido nomeado para o gabinete em agosto de 2019.
A prisão ocorreu na noite de 30 de setembro. Segundo a Polícia Militar, o veículo conduzido por ele foi identificado em alta velocidade na MS-180. A abordagem aconteceu por volta das 20h30, em um estabelecimento comercial de bebidas em Japorã, a cerca de 50 quilômetros de Mundo Novo, destino informado pelo motorista.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram 11 pacotes de dinheiro e blocos de santinhos de Lídio Lopes. Conforme o boletim de ocorrência, José Antônio também teria oferecido R$ 5 mil aos militares para não ser levado à delegacia.
O dinheiro e o material eleitoral foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Iguatemi, para onde o então assessor também foi conduzido.
Zé Bocão obteve liberdade provisória em 3 de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições, mediante fiança fixada em R$ 32,4 mil.
O pedido foi apresentado pelo advogado Benedicto Arthur Figueiredo Neto. A defesa alegou ausência de requisitos para a prisão preventiva e citou as condições de saúde do investigado, de 71 anos, que apresentava comprometimento na coluna vertebral, conforme registrado no inquérito.
Na decisão, a juíza considerou que o caso não preenchia os requisitos previstos nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal para converter a prisão em flagrante em preventiva.
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