Senadores do PL já traçaram uma estratégia para que o projeto de jornada flexível apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) seja sobreposto à PEC que prevê o fim da escala 6×1, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente em 2026.
O plano é que, com o apoio da maioria no Senado a partir de 2027, o PL e o próprio Flávio Bolsonaro trabalhem para aprovar o projeto de Marinho, que oferece uma jornada de trabalho baseada em horas efetivamente trabalhadas, sem fixar um teto inferior a 40 horas semanais nem impor o modelo obrigatório de cinco dias de trabalho por dois de folga.
A ideia é que essa proposta reverta os efeitos da PEC, que será votada em primeiro turno no plenário do Senado nesta quarta-feira (14).
Apesar de ter anunciado apoio ao texto, Flávio Bolsonaro reforçou seu posicionamento a favor de uma alternativa que permita maior negociação e flexibilidade nas jornadas de trabalho, além de afirmar que o governo deverá compensar as empresas pelos custos da redução da carga horária.
Até pouco tempo atrás, Flávio se posicionava contra a proposta e seus aliados no Senado tentaram adiar a votação da PEC, sem sucesso.
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