O PL se confirmou como a maior bancada da Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo, 4, após eleger 121 deputados federais, aumento de 23,47% ante os 98 parlamentares da atual legislatura. Com o resultado, o partido conseguiu uma eleição histórica e superou a do MDB em 1990, a primeira desde a redemocratização.
Dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) apontam que o partido de Flávio Bolsonaro ficou com mais de um quinto das cadeiras na Câmara. Em 1990, o MDB – então PMDB – terminou as eleições com 109 parlamentares.
A expressiva bancada de 121 deputados e de 28 senadores garante que o partido receberá, nas próximas eleições, o maior fundo eleitoral, em uma estratégia que já funcionou no pleito deste ano, quando o PL teve R$ 881 milhões.
Os resultados mostram um avanço expressivo do principal partido de direita do Brasil. Com 100% das urnas apuradas, Nikolas Ferreira (PL-MG) teve 3.119.318 votos e alcançou a marca de deputado federal mais votado da história do Brasil.
Em São Paulo, Lucas Pavanato ficou com 3.038.438 votos. Também se juntam à bancada do PL integrantes da família Bolsonaro, entre eles Renato Bolsonaro (SP), irmão de Jair Bolsonaro, e Jair Renan (SC), filho número “04″ do ex-presidente.
A estratégia do partido é reforçar a defesa de pautas conservadoras no Legislativo, especialmente o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em Alexandre de Moraes.
Na esquerda, haverá um leve recuo nas cadeiras a partir de 2027 na Câmara – hoje, são 125, e na próxima legislatura serão 124.
A federação PCdoB, PT e PV conquistou 88 cadeiras, quatro a mais que o número de assentos que detém atualmente. Em São Paulo, a candidata mais votada do PT foi a vereadora Luna Zarattini, com 233.733 votos. Erika Hilton (PSOL) foi a segunda deputada mais votada em São Paulo, com 1.596.472 votos.
O avanço do PL ocorreu em meio a perdas de partidos do núcleo duro do chamado Centrão e outras legendas que se identificam como centro. O recuo global chegou a quase 30 assentos – de 284 a 257.
A federação formada por PP e União conseguiu emplacar 87 deputados, contra 98 atualmente. O PSD vai ter cinco parlamentares a menos – 43, ante 48. O Republicanos perdeu uma vaga, passando de 42 a 41 deputados. MDB ficará com dois parlamentares a menos (de 38 a 36), o Podemos manteve 27 e o PSDB saiu de 17 para 11.
O Novo ganhou cinco deputados e terá 10 a partir de 2027. E o Missão manteve um parlamentar, Kim Kataguiri, que recebeu 520.071 votos.
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