A investigação que levou a Polícia Federal a cumprir um mandado de busca em Dourados também identificou um restaurante, transportadoras e outras empresas ligadas aos suspeitos. Segundo a PF, parte dos negócios estava registrada em nome de terceiros, embora essas pessoas não fossem necessariamente responsáveis por controlá-los.
Os novos detalhes foram apresentados pelo delegado Marcelo Guimarães Mascarenhas, responsável pela apuração que resultou na Operação Suécia XXXV, deflagrada nesta terça-feira (22). A polícia acompanha o grupo desde 2021 e investiga sua atuação no transporte de cocaína do Paraguai, por Mato Grosso do Sul, para outros estados, principalmente São Paulo e Santa Catarina.
Além da estrutura empresarial, a PF encontrou indícios do uso de caminhões, caçambas e ônibus para levar a droga. Quatro apreensões relacionadas pelos investigadores ao grupo somam 1.302 quilos de cocaína.
De acordo com o delegado Marcelo Mascarenhas, a investigação busca identificar quem administrava de fato as empresas registradas em nome de outras pessoas. A PF apura o uso de procurações e acordos informais para manter os responsáveis pelo esquema fora dos registros oficiais.
A polícia não divulgou o nome ou a localização do restaurante, nem explicou qual teria sido sua função na operação do grupo. Em Dourados, a busca desta terça-feira ocorreu em uma residência no Parque dos Jequitibás, imediações da prefeitura. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens dos investigados.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
























