O sonho do hexa chegou ao fim mais uma vez. Derrotado pela Noruega nas oitavas da Copa do Mundo de 2026, o Brasil voltou a cair precocemente em um Mundial e ampliou o jejum de títulos, que já durava 24 anos. Agora, a seleção ultrapassa o período entre 1970 e 1994 e chega ao maior intervalo sem conquistar uma Copa do Mundo em sua história. A eliminação diante dos Noruegueses, liderados por Erling Haaland, na segunda rodada do mata-mata, entrou para uma lista que reúne tragédias, como o 7 a 1, e frustrações marcantes, como as recentes eliminações para Bélgica e Croácia em 2018 e 2022 desde a conquista do penta em 2002.

Melhores momentos de Brasil x Noruega
2022: A maldição das quartas de final

Quartas de final pela quarta vez. Antes da eliminação para a Croácia, nos pênaltis, a seleção comandada por Tite chegou à Copa do Mundo do Catar com um bom retrospecto. Em uma campanha consistente nas eliminatórias sul-americanas, o Brasil terminou a disputa na liderança: invicto em 17 partidas, com 14 vitórias e três empates, garantindo a classificação com antecedência e encerrando o ciclo como uma das equipes de melhor desempenho no continente.
Na fase de grupos do Mundial, a seleção estreou com vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia e, na rodada seguinte, venceu a Suíça por 1 a 0, assegurando a classificação antecipada às oitavas de final. Já classificado, Tite poupou titulares diante de Camarões, e o Brasil foi derrotado por 1 a 0, mas ainda terminou na liderança do Grupo G.
Nas oitavas de final, a equipe teve sua atuação mais convincente na competição ao golear a Coreia do Sul por 4 a 1, com o placar construído ainda no primeiro tempo. O resultado levou o Brasil às quartas de final para enfrentar a Croácia, à época, vice-campeã Mundial.
Após empate sem gols no tempo normal, Neymar abriu o placar na prorrogação, mas os croatas empataram nos minutos finais com Bruno Petkovic. Nos pênaltis, a Croácia levou a melhor por 4 a 2, encerrando a segunda passagem de Tite pela Seleção, mais uma vez nas quartas de final.

2018: Primeira queda de Tite
Antes da eliminação para a Bélgica, Tite disputava sua primeira Copa do Mundo à frente da seleção após assumir o comando em 2016, ainda durante as Eliminatórias Sul-Americanas. O treinador substituiu Dunga com o Brasil fora da zona de classificação e conduziu uma reação imediata. A equipe encerrou a disputa na liderança, com 41 pontos em 18 jogos, dez a mais que o segundo colocado Uruguai, e garantiu vaga na Rússia com quatro rodadas de antecedência. A Argentina, naquela época, era apenas a terceira força sul-americana.

Na fase de grupos do Mundial, o Brasil estreou com empate: 1 a 1 diante da Suíça. Depois, venceu a Costa Rica por 2 a 0, com gols marcados nos acréscimos, e fechou a primeira fase derrotando a Sérvia por 2 a 0, resultado que garantiu a liderança do Grupo E. Nas oitavas de final, a Seleção superou o México por 2 a 0, com gols de Neymar e Roberto Firmino, e avançou às quartas de final.
Diante da Bélgica, o Brasil sofreu dois gols ainda no primeiro tempo: um gol contra, de Fernandinho, e outro de Kevin De Bruyne. Renato Augusto descontou na etapa final, e a equipe pressionou em busca do empate, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1. O resultado marcou a primeira eliminação de Tite em Copas do Mundo.

Jogando em casa, o Brasil chegou à Copa do Mundo de 2014 como país-sede e, por isso, não disputou as Eliminatórias Sul-Americanas. A preparação foi marcada pela conquista da Copa das Confederações de 2013, quando a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari venceu a Espanha por 3 a 0 na decisão e reforçou a expectativa em torno da busca pelo hexacampeonato diante da torcida.
Na fase de grupos, a Seleção estreou vencendo a Croácia por 3 a 1, empatou em 0 a 0 com o México e fechou a primeira fase com vitória por 4 a 1 sobre Camarões, garantindo a liderança do Grupo A. Nas oitavas de final, eliminou o Chile em uma disputa emocionante nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal. Já nas quartas, venceu a Colômbia por 2 a 1, mas perdeu Neymar por lesão e Thiago Silva por suspensão para a sequência da competição. O camisa 10 lesionou a lombar após entrada muito forte do colombiano Zúñiga.

Sem seu principal jogador e o capitão da equipe, o Brasil enfrentou a Alemanha na semifinal, no Mineirão, e sofreu a pior derrota de sua história. Os alemães marcaram cinco gols ainda no primeiro tempo, ao som de “e lá vem eles de novo….” e venceram por 7 a 1, com gol “de honra” marcado por Oscar. Na disputa pelo terceiro lugar, a Seleção ainda foi derrotada por 3 a 0 pela Holanda e encerrou o Mundial na quarta colocação.


Após conquistar a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009, a seleção comandada por Dunga chegou à Copa do Mundo da África do Sul com uma campanha sólida nas Eliminatórias Sul-Americanas. O Brasil terminou na liderança, com 34 pontos em 18 jogos, somando nove vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, garantindo a classificação com três rodadas de antecedência.
Na fase de grupos, a Seleção estreou vencendo a Coreia do Norte por 2 a 1, depois derrotou a Costa do Marfim por 3 a 1 e encerrou a primeira fase empatando sem gols com Portugal, resultado suficiente para assegurar a liderança do Grupo G. Nas oitavas de final, o Brasil superou o Chile por 3 a 0 e avançou para enfrentar a Holanda.

Nas quartas de final, Robinho abriu o placar logo aos dez minutos, mas a Holanda reagiu no segundo tempo. Sneijder empatou após cruzamento para a área e virou a partida de cabeça pouco depois. Na reta final, Felipe Melo foi expulso após falta em Robben, e o Brasil não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1, encerrando o ciclo de Dunga no comando da Seleção.
2006: Fim do sonho do Hexa, pela primeira vez

Quatro anos depois da conquista do pentacampeonato, o Brasil chegou à Copa da Alemanha sob o comando de Carlos Alberto Parreira. A equipe garantiu vaga no Mundial ao terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na liderança, com 34 pontos em 18 partidas, à frente da Argentina. O elenco reunia nomes como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Cafu, formando a base que ficou conhecida como “quadrado mágico”.
Na fase de grupos, a Seleção venceu a Croácia por 1 a 0, a Austrália por 2 a 0 e o Japão por 4 a 1, encerrando a primeira fase com 100% de aproveitamento e a liderança do Grupo F. Nas oitavas de final, derrotou Gana por 3 a 0 e avançou para enfrentar a França, reeditando a final da Copa de 1998.
Nas quartas de final, a equipe francesa controlou boa parte da partida. Zidane comandou as ações no meio-campo e cobrou a falta que resultou no gol de Thierry Henry, aos 12 minutos do segundo tempo. O Brasil não conseguiu reagir, foi derrotado por 1 a 0 e deu adeus à competição, encerrando a primeira passagem de Parreira após o pentacampeonato e dando fim ao sonho do Hexa pela primeira vez.

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