
O ex-policial militar do Paraná José Mariano Guerrero Cremonezi,
de 36 anos, foi preso no início da manhã desta quarta-feira (13) em Pedro Juan
Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã.
Com prisão decretada pela Justiça brasileira, Cremonezi é
acusado de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e de integrar
uma organização criminosa paranaense.
Ele foi localizado pela Polícia Nacional do Paraguai após
ser descoberto pelo serviço de inteligência do Comando Bipartido, mecanismo de cooperação
que envolve policiais paraguaios e brasileiros.
O subcomissário Claudio Cañiza, chefe regional do Comando
Bipartido, disse à Rádio Urundey FM que o brasileiro foi encontrado em uma casa
cercada por muro alto, na Rua Valois Rivarola, entre Choferes del Chaco e Elisa
Lynch, no Bairro Obrero. Ele morava com a família nesse endereço desde o ano
passado.
Quando os agentes chegaram ao local, José Mariano Guerrero
Cremonezi tentou destruir 3 dos 6 aparelhos celulares encontrados com ele (veja
o vídeo abaixo). Também foram apreendidos documentos, uma pistola 9 milímetros
e uma caminhonete S10, cuja procedência ainda está sendo verificada.
O promotor de Justiça Celso Morales informou que os
trâmites para expulsão do ex-policial militar já foram iniciados. Assim que o
procedimento for autorizado pela Justiça paraguaia, ele será entregue à Polícia
Federal.
“Don Pablo”
José Mariano Cremonezi é apontado como integrante da organização
criminosa desarticulada na segunda fase da Operação Don Pablo, deflagrada em 21
de outubro de 2025 pela Polícia Civil do Paraná. A ação também cumpriu mandados
de prisão e de busca e apreensão em cidades paranaenses, em Santa Catarina, em
São Paulo e em Ponta Porã.
Naquele dia, 42 pessoas envolvidas no esquema foram
presas, mas o ex-policial militar conseguiu escapar e se refugiou em Pedro Juan
Caballero. Pelo menos R$ 700 mil em espécie, armas e veículos de luxo foram
apreendidos.
A investigação, iniciada em abril de 2024 em Jacarezinho
(PR), revelou que a organização criminosa movimentou pelo menos R$ 120 milhões
desde 2021 com a venda de droga levada do Paraguai para cidades paranaenses e outros
estados brasileiros. O dinheiro era movimentado através de empresas de fachada
e na compra de imóveis e veículos de alto valor.
O principal líder da quadrilha, Michael Patrick Sanches,
o “Cenoura”, foi preso em junho de 2024 em um apartamento de luxo avaliado em
R$ 2 milhões, em Balneário Camboriú (SC). Atualmente cumpre pena no sistema
penitenciário federal.
Veja abaixo o vídeo dos materiais apreendidos:
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