No Dia Internacional da Educação, especialistas apontam que o foco da aprendizagem básica migrou do acesso à tecnologia para o uso ético e a inteligência socioemocional
O Dia Internacional da Educação, celebrado neste 24 de janeiro, ganha em 2026 um contorno de consolidação tecnológica. Após anos de debates sobre a inserção da Inteligência Artificial (IA) no currículo escolar, o cenário atual da educação básica brasileira revela que a tendência agora é a hiperpersonalização do ensino e o fortalecimento das chamadas soft skills.
Diferente de 2024, quando a IA era vista com cautela, 2026 marca a era da IA Preditiva. Softwares de gestão de aprendizagem agora antecipam lacunas de conhecimento antes mesmo das avaliações formais, permitindo que o professor atue como um mentor individualizado. Segundo fóruns globais de educação, essa tecnologia não substitui o docente, mas o libera de tarefas burocráticas para focar no desenvolvimento crítico do aluno.
Outro pilar central deste ano é a educação climática transcurricular. Com a proximidade de metas globais de sustentabilidade, as escolas deixaram de tratar o meio ambiente como um tema isolado, integrando-o a projetos de matemática, física e história, com foco em soluções práticas para problemas locais.
Educação básica – Para as instituições de ensino que lideram esse movimento no Brasil, o desafio é equilibrar a alta performance acadêmica com o bem-estar emocional. O Colégio Visconde de Porto Seguro, instituição que é referência em inovação pedagógica, defende que a tecnologia só atinge seu potencial máximo quando mediada por valores humanos.
“Em 2026, não discutimos mais se a tecnologia deve estar na sala de aula, mas como ela pode potencializar o que temos de mais humano: a criatividade e a empatia”, afirma Alexandre Marcondes, Diretor de Tecnologia e Inovação do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo.
Segundo a especialista, a grande tendência consolidada este ano é o letramento digital ético. “Hoje, vemos que o mercado e as universidades buscam jovens que saibam colaborar e ter resiliência. Nossa missão enquanto formadores é garantir que o aluno utilize as ferramentas digitais para construir um pensamento crítico e multicultural, conectando-se com o mundo sem perder sua essência”, destaca o diretor.
Para Marcondes, as escolas que não integrarem currículos flexíveis e suporte emocional contínuo enfrentarão dificuldades em reter alunos cada vez mais conectados a uma realidade globalizada e dinâmica.
Fonte: Felipe Blanco
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