O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) tem sido nos últimos três anos um dos principais defensores dos presos políticos do 8 de janeiro, atuando em diversas frentes e sendo perseguido por sua atuação pela anistia. “Os processos são totalmente nulos. Não se seguiu nenhum preceito básico. É um grande processo show para humilhar os opositores ao governo e colocar medo na população”, disse.
Marcos Pollon responde por representação no conselho de ética após protesto na Câmara dos Deputados pela votação da anistia dos envolvidos no 8 de janeiro. “Vamos continuar lutando até que o último manifestante seja libertado. Eu tenho plena consciência por quem eu estava lutando. Vamos continuar denunciando os casos de tortura e violência contra os presos políticos do 8 de janeiro que continuam encarcerados”
Marcos Pollon tem denunciado diversas vezes os abusos dos direitos humanos contra os presos políticos do 8 de janeiro, incluindo casos de violência, humilhação e negligência. O deputado foi um dos únicos parlamentares a visitar os manifestantes presos nas penitenciárias da Papuda e da Colmeia. Pollon só conseguiu acesso aos presos ao usar a prerrogativa como advogado.
“Faço questão de demonstrar os abusos que tomei conhecimento. Quando eu vejo um senhor preso injustamente, eu vejo que meu avô poderia estar na mesma posição. Que meu pai poderia estar na mesma condição. Isso que quero deixar consignado e demonstrado. Impossível para um ser humano que tenha um pingo de humanidade no coração, suportar o conhecimento que eu tenho sobre essas pessoas que estão presas injustamente e não fazem nada”.
Marcos Pollon contou que uma das mulheres detidas ficou menstruada sem ter acesso a absorventes, foi agredida por uma carcereira e, em meio ao sofrimento, ouviu que era para chamar o “mito”.
“Uma mulher com idade para ser a minha irmã, dizendo que quando chegou o ciclo dela, não teve acesso a absorvente, ficou suja por mais de uma semana, foi espancada pela carcereira e quando ela estava chorando, com frio, molhada, deitada no chão, a carcereira foi até onde ela estava e falou: chama o mito para te salvar”, relatou.
Marcos Pollon prestou assistência jurídica gratuíta aos envolvidos. Ele também enviou os chamados “kits cobal”, com comida, roupas e medicamentos, aos manifestantes encarcerados. O Parlamentar também constituiu uma equipe jurídica em seu gabinete para dar suporte aos advogados das vítimas do 8 de janeiro.
O deputado reafirma que o Brasil está vivendo um regime de exceção. “Nunca se viu tanto temor diante das pessoas. Estamos vivendo um estado ditatorial. Estão com medo porque nós vimos centenas de pessoas sendo presas exclusivamente por se manifestarem. A situação fica mais grave porque existem milhares de pessoas com patrimônio bloqueado por supostamente levar uma marmita ou fizeram uma doação para uma vaquinha. Querem incutir medo no coração e mentes da população”, disse.
Fonte: Assessoria
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