Antes mesmo dos helicópteros americanos avançarem sobre Caracas na madrugada do ataque de sábado que resultou na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, os Estados Unidos colocaram em ação aeronaves de “guerra eletrônica” capazes de “cegar” sistemas de defesa, comunicações e até a rede elétrica da capital venezuelana. Trata-se dos aviões EA-18G Growler, projetados para ataques eletrônicos e cibernéticos.
Segundo a imprensa americana, a ofensiva começou com uma combinação de ações cibernéticas destinadas a desorganizar as defesas venezuelanas. Moradores de Caracas relataram apagões em vários bairros no exato momento da incursão, o que o próprio presidente Donald Trump confirmou depois, ao afirmar que as luzes da capital “foram em grande parte desligadas” graças à “expertise” americana.
O EA-18G Growler é uma versão modificada do caça F/A-18 Super Hornet, projetada especificamente para missões de interferência eletrônica. Em vez de priorizar o combate aéreo tradicional, o Growler é equipado com sensores avançados e sistemas capazes de detectar, bloquear e enganar radares inimigos, redes de comunicação e sistemas de defesa aérea. Seu papel principal é abrir caminho para outras aeronaves, neutralizando ameaças antes mesmo que o inimigo perceba que está sob ataque.

De acordo com o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, a missão aérea teve também como objetivo neutralizar os sistemas de defesa aérea da Venezuela, garantindo a passagem segura dos helicópteros que transportaram forças especiais até os pontos-chave da operação, incluindo o Forte Tiuna, onde Maduro foi encontrado com sua esposa, Cilia Flores.
Para isso, segundo o jornal americano Wall Street Journal, os Growler atuaram em conjunto com caças F-18, F-22 e F-35, aeronaves de comando e controle E-2 Hawkeye, bombardeiros B-1 — cada um capaz de lançar até 24 mísseis de cruzeiro — e drones pilotados remotamente.
- Mais de 150 aeronaves, navio de guerra e meses de planejamento: saiba como foi a operação militar dos EUA para a captura de Maduro
Um dos alvos do ataque americano foi o Cerro El Volcán, um dos pontos mais altos nos arredores de Caracas e considerado estratégico para as comunicações do país. Segundo David Smolansky, porta-voz da líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o local abriga a principal antena de transmissão de sinais da capital, além de infraestrutura de comunicações via satélite.
A ofensiva envolveu mais de 150 aeronaves militares, que decolaram de cerca de 20 bases e navios da Marinha dos EUA espalhados pelo Caribe e outras regiões. À medida que os aviões avançavam em direção a Caracas, o fator surpresa, segundo Caine, havia sido mantido.
Ainda de acordo com Caine, a operação foi resultado de meses de planejamento meticuloso e de décadas de experiência na integração de operações conjuntas marítimas, terrestres, aéreas e espaciais.
Estados Unidos atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro


1 de 20
Trump confirma ‘ataque de grande escala’ à Venezuela e diz que Maduro foi capturado — Foto: Reprodução


2 de 20
Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP
X de 20
Publicidade


3 de 20
Um veículo em chamas na base aérea de La Carlota, em Caracas, após uma série de explosões em 3 de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP

4 de 20
Vídeo mostra helicópteros de operações especiais sobrevoando caracas — Foto: Reprodução
X de 20
Publicidade

5 de 20
Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: AFP

6 de 20
Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: Luis JAIMES / AFP
X de 20
Publicidade

7 de 20
Espaço aéreo vazio na Venezuela enquanto ataques dos EUA atingem Caracas — Foto: flightradar24.com / ESN / AFP

8 de 20
Rodovia Francisco Fajardo, em Caracas, fica vazia após ataques na Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP
X de 20
Publicidade

9 de 20
Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA

10 de 20
Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA
X de 20
Publicidade

11 de 20
Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA

12 de 20
O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão atrás do presidente Donald Trump durante o anúncio de um plano para construir navios de guerra da “classe Trump”, em Mar-a-Lago. — Foto: Eric Lee / The New York Times
X de 20
Publicidade

13 de 20
Soldados colombianos são vistos em veículos militares na fronteira com a Venezuela, em Cúcuta — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP

14 de 20
Caminhão destruído na base aérea de La Carlota, em Caracas — Foto: Juan BARRETO / AFP
X de 20
Publicidade

15 de 20
Militares colombianos na fronteira com a Venezuela — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP

16 de 20
Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP
X de 20
Publicidade

17 de 20
Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP

18 de 20
Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima — Foto: Reprodução | Truth Social
X de 20
Publicidade

19 de 20
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à rede de TV americana Fox News após o ataque na Venezuela — Foto: Reprodução / Fox News

20 de 20
Donald Trump fala em coletiva de imprensa após ações militares dos EUA na Venezuela. — Foto: Jim WATSON / AFP
X de 20
Publicidade
Em seu balanço final, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA classificou a missão como “uma demonstração poderosa da força conjunta dos Estados Unidos” e afirmou que as forças americanas permanecem mobilizadas na região em alto estado de alerta.
— Pensamos, treinamos, ensaiamos e voltamos a ensaiar não para fazer as coisas darem certo, mas para garantir que nada possa dar errado. Quando recebemos a ordem, podemos agir com força esmagadora no momento e no local que escolhermos, contra qualquer adversário — declarou.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





















