O avanço meteórico do jovem empresário Luís Antônio Taveira Mendes, filho do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, voltou a provocar questionamentos sobre transparência, influência política e a tênue fronteira entre interesse público e vantagens privadas. Reportagens publicadas originalmente pelo Minuto MT e repercutidas em análise do jornalista Pedro Pinto de Oliveira, no site PNB Online, mostram que, entre 2019 e 2022, Luís Mendes firmou participação em 36 empresas, acumulando um capital social declarado de R$ 2,7 bilhões um salto que contrasta com a trajetória recente do grupo empresarial da família, a Bimetal, então em processo de recuperação judicial.
A empresa mais antiga da lista teria sido registrada em fevereiro de 2019, apenas dois meses após Mauro Mendes assumir o comando do Estado. O timing alimenta a principal polêmica: como um empresário tão jovem conseguiu erguer, em tão pouco tempo, um conglomerado que supera em mais que o triplo o patrimônio declarado por seu pai quando tomou posse, cerca de R$ 130 milhões?
Explosão patrimonial e silêncio administrativo
Setores como energia, construção civil e mineração de ouro compõem o portfólio do herdeiro, justamente áreas profundamente afetadas por decisões regulatórias e licenças emitidas pelo governo estadual. Ainda que não haja provas de favorecimento direto, a coincidência temporal e o enorme salto patrimonial levantam suspeitas políticas legítimas, sobretudo quando se trata de um servidor público no topo da máquina estadual.
Fonte: Pauta Diária
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
























