“A pressão generalizada sobre o BC no caso Master expõe a República viciada”, diz Andreazza
Andreazza comenta sobre a influência do ministro Alexandre de Moraes sobre o Banco Central, a favor do Banco Master. Crédito: TV Estadão
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender a acareação marcada no inquérito que apura suspeitas de fraude na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A informação foi inicialmente divulgada pela CNN Brasil e depois confirmada pelo Estadão.
A decisão foi tomada na noite de quarta-feira, 24, poucas horas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhar ao Supremo parecer em que defendia a suspensão do ato. O processo tramita sob sigilo.
Com a negativa, Toffoli manteve para terça-feira, 30, a acareação entre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central. A audiência está prevista para ocorrer por videoconferência.
No pedido rejeitado, Gonet sustentou que a realização da acareação neste estágio da investigação seria prematura. O procurador-geral argumentou que o Código de Processo Penal prevê o uso do instrumento preferencialmente após o interrogatório dos investigados, quando há divergências identificáveis em relação a outros depoimentos ou testemunhos.
Toffoli constrange o BC ao colocar frente a frente burocrata e criminoso
Acareação entre presidente do Banco Master, ex-presidente do BRB e diretor do BC determinada pelo ministro do STF é uma atitude insólita e sem precedentes. Crédito: Jefferson Perleberg (Edição)
O ministro avalia que seu gabinete já dispõe de informações suficientes para promover a acareação, por isso negou o cancelamento da audiência requerido pela PGR – a Procuradoria havia defendido o cancelamento, por ora, da confrontação de versões para afastar eventuais divergências sob o argumento de que seriam necessários prioritariamente depoimentos de envolvidos na negociação entre o Master e o BRB sob inspeção do Banco Central.
Tofolli tem destacado a interlocutores que não travou o inquérito, ao contrário: manteve a rotina de procedimentos policiais. Resultados de investigações a cargo da Polícia Federal estão chegando ao gabinete do ministro, que manteve as quebras de sigilo ordenadas pela 10ª Vara Federal Criminal de Brasília no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli Foto: Ton Molina/STF
Novas diligências, agora, só serão determinadas ppor decisão do ministro. Ele orientou que a PF encaminhe pedidos de novas investigações, se a autoridade policial entender necessárias.
A investigação busca esclarecer suspeitas de irregularidades em uma operação que envolveria cerca de R$ 12,2 bilhões e que acabou não concluída. O Banco Central apontou indícios de problemas na negociação ao analisar a integridade da transação.
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