Acúmulo de biofilme, mau hálito e inflamações bucais estão ligados a problemas como diabetes e doenças cardíacas
Periodontista comenta os sinais de alerta e os avanços mais recentes nos cuidados preventivos
São Paulo, outubro de 2025 – Você escova os dentes todos os dias? Usa fio dental? Mesmo assim, sente que algo está errado, como mau hálito, gengiva sensível ou sangramento? O que muita gente não sabe é que a falta de higiene bucal profissional pode impactar não só a saúde da boca, mas de todo o corpo.
Para explicar como o acúmulo de bactérias nos dentes pode desencadear doenças sistêmicas e apresentar os protocolos mais modernos usados em consultórios atualmente, ouvimos a periodontista Maria Fernanda Kolbe, doutoranda, mestre e especialista em periodontia e sócia da Clínica Sorr, em São Paulo.
O que é o biofilme dentário e por que ele é tão perigoso?
“O biofilme dentário, antigamente chamado de placa bacteriana, se forma na superfície dos dentes. Trata-se de uma massa formada por restos de alimentos, acúmulo de microrganismos e seus produtos que se aderem à superfície dentária”, explica a especialista.
Segundo Maria Fernanda, o acúmulo desse biofilme pode causar cáries, gengivite, periodontite e até a perda dos dentes.
O biofilme pode causar mau hálito?
“A halitose é, frequentemente, um problema de desequilíbrio da cavidade bucal, seja por excesso de biofilme, inflamações ou infecções. A maior causa de mau hálito vem da boca e não do estômago, como muitos pensam”, alerta.
A saúde bucal influencia no organismo todo
“A negligência com a saúde bucal tem impacto sim na saúde sistêmica. Vários estudos mostram que a doença periodontal aumenta risco de infarto, parto prematuro, diabetes, Alzheimer, infertilidade, complicações respiratórias e outras comorbidades”, destaca Maria Fernanda.
Ela também lembra que doenças como diabetes podem ser agravadas pela falta de cuidado com a gengiva.
Escovar os dentes não basta: a importância da limpeza profissional
Segundo a especialista, escovar os dentes e usar fio dental todos os dias é essencial, mas nem sempre suficiente. “A anatomia dos dentes, o uso de aparelhos ortodônticos, próteses e até a posição dos dentes dificultam a remoção completa do biofilme em casa. Por isso, é preciso recorrer à profilaxia feita em consultório”.
GBT: um protocolo que torna o cuidado mais eficiente e confortável
Para tornar esse processo mais eficaz, Maria Fernanda incorporou em sua prática clínica o protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), desenvolvido pela empresa suíça EMS (Electro Medical Systems).
“O principal objetivo do GBT é oferecer um tratamento suave e eficaz, com foco na eficiência dos resultados e no conforto dos pacientes. Ele remove o biofilme dental de forma precisa, identificando os locais que mais precisam de atenção”, explica.
Um dos diferenciais do protocolo é o uso de um evidenciador que colore o biofilme antigo e recente em tons diferentes, permitindo que o paciente veja exatamente onde há acúmulo. “Essa visualização aumenta o engajamento. Os pacientes ficam surpresos e voltam mais motivados para as próximas consultas”, relata. Outro ponto importante deste protocolo é que realiza a profilaxia de modo minimamente invasivo, preservando os tecidos orais e oferecendo máximo conforto ao paciente, uma verdadeira experiência indolor e de bem-estar.
Menos anestesia, mais agilidade e bem-estar
Maria Fernanda também destaca os ganhos clínicos com a adoção da GBT: “Antes, eu precisava anestesiar 50% dos pacientes. Com o protocolo, isso caiu para apenas 2%. O tempo de atendimento também diminuiu, de 90 para 60 minutos, o que melhora a rotina no consultório e permite mais conforto ao paciente”.
5 sinais de que está na hora de procurar uma profilaxia profissional
- Mau hálito persistente
- Gengivas que sangram com facilidade
- Dentes sensíveis ao frio ou calor
- Presença de tártaro visível
- Sensação de gosto ruim na boca com frequência
Ao incorporar novas tecnologias, o consultório odontológico se torna também um espaço de educação e prevenção. Mais do que limpar os dentes, o objetivo é oferecer ao paciente conhecimento e autonomia para manter a saúde bucal em dia e, com ela, proteger a saúde como um todo.
Fonte: Sandra Santos
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