Enquanto produtores rurais dos Estados Unidos enfrentam prejuízos bilionários por conta da guerra comercial travada pelo próprio governo do presidente Donald Trump, o Brasil é “o grande vencedor”, consolidando-se como superpotência global da soja, afirma a revista britânica The Economist.
“Até agora houve um grande vencedor [na guerra comercial de Trump]: os produtores de soja do Brasil. A divergência entre os agricultores americanos e seus clientes chineses permitiu que o Brasil consolidasse sua posição como a superpotência mundial da soja”, afirma a revista.
De acordo com a publicação, em maio deste ano a China rompeu relações comerciais no setor de soja com os Estados Unidos, em retaliação às tarifas impostas por Trump. O rompimento foi prejudicial para agricultores do estado de Illinois e levou o governo americano a anunciar um pacote de auxílio financeiro de US$ 10 bilhões para compensar as perdas, conforme destacado pela reportagem.
Com isso, o Brasil assumiu a liderança nas exportações de soja para o mercado chinês, segundo a Economist. Isso permitiu transformar um possível excedente da produção brasileira em lucros recordes e crescimento nas exportações do agronegócio nacional, diz a reportagem.
Ainda segundo a publicação, em 2023 o Brasil exportou mais de 100 milhões de toneladas de soja (um recorde). Para 2025, a previsão é de que o país exporte 110 milhões de toneladas. Segundo a revista, isso pode compensar as perdas causadas por tarifas americanas sobre outros produtos brasileiros, como carne bovina e café.
A Economist alerta ainda que está previsto para este mês um encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês), que será realizada na Coreia do Sul. Segundo a revista, Trump já afirmou que a soja será um dos principais tópicos da discussão entre os países.
*Estagiário sob supervisão de Diogo Max
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