— O que eu mais tenho feito, Malafaia, é conversar com pessoas mais acertadas, vamos assim dizer, no tocante de que se não começar votando a anistia não tem negociação sobre tarifa. Não adianta um ou outro governador querer ir pros Estados Unidos ou para embaixada tentar sensibilizar. Não vai conseguir. Da minha parte, é por aí, ô. Agora, eu não posso também expor, como você quer que eu me exponha, que daí não resolve nada. Se eu der uma de machão agora, ‘Atenção, só se for assim, só se for assado’, não resolve nada — disse o ex-presidente, que segue:
— Eu tenho meus contatos, não falo com ninguém e tô fazendo aquilo que eu entendo. Você também tem razão, é a anistia! Resolveu a anistia, resolveu tudo. Não resolveu, já era. Ele não perde nenhuma. Tenha certeza disso.
O áudio, enviado no dia 13 de julho, consta no relatório da PF que indiciou o ex-presidente e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação no curso do processo e abolição violenta ao Estado Democrático de Direito. Conforme a polícia, os dois atuaram para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) em meio ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado com o objetivo de livrá-lo.
Bolsonaro respondia a uma mensagem enviada por Malafaia, que comentava uma carta divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, quatro dias antes. Na carta em questão, Trump anunciou a taxação em retaliação ao que classificou como “caça às bruxas” contra o ex-presidente.
“Trump colocou a bola na frente do gol e nós queremos jogar a bola fora. A carta de Trump é toda sobre você… Não adianta ficar batendo somente em Lula, aqui está a chave que está na carta: STF emitiu (diga-se Alexandre de Moraes centenas de ordens ilegais e secretas contra plataformas de mídia do EUA. (…) Tem que pressionar o STF dizendo que se houver uma anistia ampla e total, a tarifa vai ser suspensa”, diz parte da mensagem de Malafaia enviada a Bolsonaro.
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