O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que a Coca-Cola supostamente concordou em substituir o xarope de milho por açúcar de cana em suas bebidas vendidas no mercado americano. A declaração foi feita em uma rede social, como parte de sua campanha “Make America Healthy Again” (“Torne a América Saudável Novamente”), liderada junto com o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr.
“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso”, escreveu Trump. “Gostaria de agradecer a todos aqueles em posição de autoridade na Coca-Cola.”
A Coca-Cola, porém, evitou confirmar a mudança na fórmula. Em nota, a empresa disse apenas que “agradece o entusiasmo do presidente Trump” e prometeu compartilhar “mais detalhes sobre novas ofertas inovadoras” em breve.
Atualmente, as versões da Coca-Cola vendidas nos EUA são adoçadas com xarope de milho, um ingrediente mais barato e amplamente usado na indústria de alimentos. Em outros mercados, como Brasil, México e Reino Unido, a companhia já utiliza açúcar de cana ou de beterraba.
A iniciativa de Trump e Kennedy Jr., no entanto, mira diretamente a indústria do milho, um dos pilares agrícolas do Centro-Oeste americano. Líderes do setor reagiram com críticas à proposta.
“Substituir o xarope de milho com alto teor de frutose por açúcar de cana custaria milhares de empregos americanos na fabricação de alimentos, reduziria a renda agrícola e aumentaria as importações de açúcar estrangeiro, tudo isso sem nenhum benefício nutricional”, disse John Bode, presidente da Associação de Refinadores de Milho.
Antes aliados, Trump e Musk protagonizam troca de farpas


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Presidente dos EUA (E), Donald Trump, conversa com o bilionário Elon Musk na Casa Branca — Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP


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Presidente Donald Trump fala a jornalistas ao lado de Elon Musk no Salão Oval para oficializar a saída do bilionário sul-africano do governo — Foto: Kevin Dietsch/Getty Images/AFP
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Donald Trump com Elon Musk em comício na Pensilvânia, em 2024 — Foto: Doug Mills/The New York Times

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Trump está se preparando para a saída de Musk da Casa Branca — Foto: Getty Image via Bloomberg
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O presidente Donald Trump fala com repórteres enquanto está sentado em um veículo da Tesla ao lado de Elon Musk — Foto: Doug Mills/The New York Times

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Donald Trump e Elon Musk dão entrevista conjunta a Sean Hannity, da Fox News — Foto: Reprodução de vídeo
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Trump e Elon Musk, um de seus principais conselheiros — Foto: Jim WATSON / AFP

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Elon Musk fala pela 1ª vez com a imprensa, enquanto o presidente Trump observa, no Salão Oval da Casa Branca — Foto: Jim WATSON / AFP
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Musk com Donald Trump e JD Vance antes de um evento de campanha na Butler Farm Show, na Pensilvânia, em outubro — Foto: Justin Merriman/Bloomberg

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Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ao lado do bilionário Elon Musk (C), durante evento em Nova York — Foto: Kena Betancur / AFP
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Elon Musk e Donald Trump acompanham juntos o lançamento de foguetes da SpaceX no Texas — Foto: Brandon Bell/Getty Images via AFP

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Elon Musk (dir.) sobe ao palco para se juntar a Donald Trump durante comício de campanha em Butler, na Pensilvânia — Foto: Jim WATSON / AFP
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Crise começou após ex-conselheiro presidencial criticar projeto de lei fiscal
Nutricionistas também alertam que a troca pode ter pouco impacto na saúde pública. “O problema não é o tipo de açúcar, mas a quantidade consumida”, afirmam especialistas.
Kennedy Jr., por sua vez, defende que o xarope de milho, além de óleos de sementes e corantes artificiais, é um dos principais responsáveis pela epidemia de obesidade infantil no país. Segundo ele, as diretrizes alimentares nacionais devem ser revisadas em breve.
A mudança proposta por Trump pode ainda reacender uma disputa entre os lobbies agrícolas do milho e do açúcar. Enquanto a indústria açucareira tem bases políticas no Sul, especialmente na Flórida, reduto eleitoral de Trump, o milho sustenta a economia de estados do Centro-Oeste.
Apesar de defender uma dieta com menos adoçantes artificiais, Trump é conhecido por seu consumo regular de Diet Coke, refrigerante adoçado com aspartame. Se for confirmada, a mudança na fórmula da Coca-Cola seria a maior no mercado americano desde a polêmica introdução da “New Coke”, em 1985.
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