De acordo com uma análise feita por peritos judiciais sobre o “dano causado ao erário público”, o tribunal determinou que Kirchner e os demais condenados no caso paguem o total de 684,9 bilhões de pesos argentinos, equivalente a cerca de R$ 3 bilhões, de acordo com a cotação do dia 15 de julho.
A decisão não especifica quanto cada um dos citados terá que pagar. Além da ex-presidente, foram condenados no caso o empresário Lázaro Báez e os ex-funcionários José López, Nelson Periotti, Mauricio Collareda, Raúl Daruich, Juan Carlos Villafañe, Raúl Pavesi e José Santibáñez, todos com penas entre três anos e meio e seis anos de prisão.
Segundo os juízes Jorge Gorini, presidente do tribunal, e seu colega Rodrigo Gimenez Uriburu, a quantia “deverá ser depositada em conta determinada pelo tribunal no prazo de dez dias úteis”, um prazo que, devido ao recesso no Judiciário argentino, termina no dia 13 de agosto. Caso contrário, a Justiça determinará o arresto de valores em dinheiro e bens dos condenados.
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Em sua última declaração ao Escritório Anticorrupção, em 2023, Cristina Kirchner declarou um patrimônio de cerca de 250 milhões de pesos, equivalente a R$ 1,1 milhão. De acordo com a imprensa argentina, ela também tinha várias propriedades imobiliárias, que cedeu a seus filhos há alguns anos.
Sua defesa não informou se irá recorrer.

No mês passado, a Corte Suprema da Argentina confirmou a condenação da ex-presidente a seis anos de prisão pelo delito de administração fraudulenta, causando graves prejuízos ao Estado em concessões de obras públicas na província de Santa Cruz, terra natal de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner (2003-2007), falecido em 2010. No centro das acusações também estava o empreiteiro Lázaro Baez, apontado como o responsável pela maior parte das concessões, e que tinha uma relação próxima com os Kirchner. Baez também foi citado na ordem para pagar o ressarcimento ao Estado argentino.
Por ter mais de 70 anos, ela cumprirá a pena em prisão domiciliar, mas não poderá mais se candidatar a cargos públicos, tampouco recorrer dentro do sistema judicial argentino. Segundo aliados de Cristina Kirchner, ela pretende buscar o apoio de tribunais internacionais para tentar reverter a condenação
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