Vídeo mostra míssil dos EUA atingindo base ao lado de escola iraniana onde 175 pessoas morreram
Vídeo da agência iraniana Mehr, verificado pelo The New York Times, mostra míssil dos EUA atingindo base naval ao lado de escola no primeiro dia da guerra. Crédito: Reprodução/X
Uma foto de Mikaeel Mirdoraghi, de 9 anos, acenando para a mãe antes de sair de casa, viralizou nas redes sociais após a morte do menino em um ataque aéreo contra uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. Segundo a mãe, Mikaeel elogiou o jantar, brincou com o irmão e rezou antes de ser morto.
Em entrevista ao jornal Hamshahri, ligado à prefeitura de Teerã, a mãe contou que Mikaeel passou a noite anterior ao ataque brincando com o irmão: “Ele disse: ‘Irmão, vamos brincar. Eu sou o Irã e você é os Estados Unidos. Vamos brincar com armas e tanques’. Depois, comemorou: ‘Viu? O Irã ganhou. Eu era o Irã e ganhei’.”
A mãe afirmou ainda que o filho rezou e leu o Alcorão naquela noite e pediu que uma foto sua fosse tirada pela mãe na manhã seguinte. “Essa criança era um anjo. Ele costumava dizer: ‘Meu nome é Mikaeel. Mikaeel significa anjo de Deus. Se alguém tiver um desejo, diga-me para que eu possa realizá-lo’”, disse.

Registro foi feito momentos antes da criança ir para a escola em Minab, no Irã. Foto: Reprodução/X/@clashreport
O ataque que deixou cerca de 175 mortos tem sido objeto de intensas análises e acusações internacionais. Vídeos divulgados por agências iranianas e verificados por organizações de mídia mostram um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo um complexo naval da Guarda Revolucionária ao lado da escola.
A presença desse tipo de míssil, usado apenas pelas forças americanas no conflito, reforça a hipótese de que os Estados Unidos possam ter sido responsáveis pelo ataque que devastou a escola e áreas próximas.
Análises de imagens de satélite mostram que a escola foi reduzida a escombros e que os padrões de destruição são compatíveis com um ataque aéreo de precisão, ocorrido de forma quase simultânea às operações contra bases militares nos arredores. Embora nem os Estados Unidos nem Israel tenham admitido responsabilidade, autoridades americanas reconheceram que estão investigando o caso.
“Foi a América impiedosa que lançou um míssil contra esta escola onde não havia nada de suspeito. Eles só queriam matar nossos filhos”, acusou a mãe de Mikaeel.
O caso provocou condenações de organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU) e grupos de direitos humanos, que pediram investigações completas sobre possíveis violações de leis humanitárias, dada a alta proporção de vítimas civis menores de idade.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.























