A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o ex-vice-prefeito e ex-vereador de Amambai, Valter Brito da Silva (PSDB), acusado de pagar propina para engenheiros fraudarem licitações públicas na prefeitura. A decisão é do juiz Renan da Silva Pinto, da Vara Criminal da cidade, que transformou Brito e outras cinco pessoas em réus por crimes ligados a corrupção e fraude em contratos públicos.
Segundo a denúncia, o grupo teria manipulado 33 licitações envolvendo serviços de engenharia entre os anos de 2019 e 2023, em um esquema que, de acordo com as investigações, desviou recursos públicos e beneficiou empresas ligadas aos envolvidos. O caso veio à tona durante a Operação Laços Ocultos, que revelou um possível esquema milionário de irregularidades dentro da administração municipal.
Além de Valter Brito, também passaram a responder à ação penal os engenheiros civis Maurício Sartoretto Martinez e Paulo César Lopes Lemes, a ex-servidora municipal Letícia de Carvalho Teoli, o empresário Jonathan Fraga de Lima, ligado à empresa JFL, e Jucélia Barros Rodrigues.
De acordo com o Ministério Público, os engenheiros receberam propina para favorecer determinadas empresas em processos licitatórios. A investigação aponta que Maurício Sartoretto Martinez teria recebido pelo menos R$ 16.995, enquanto Paulo César Lopes Lemes teria recebido R$ 2.800 para omitir ou manipular atos administrativos ligados aos processos de contratação.
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