A Nasa desmentiu categoricamente uma teoria viral que circulou nas redes sociais afirmando que a Terra perderia sua gravidade por sete segundos em 12 de agosto deste ano. A agência espacial afirmou que a premissa é uma “besteira absoluta” e descartou a possibilidade de um evento dessa natureza.
Segundo a narrativa que ganhou força na internet, o planeta experimentaria uma inexplicável perda de gravidade na data citada, o que provocaria um caos global sem precedentes. As publicações sugeriam que a ausência temporária de uma das forças fundamentais do universo teria consequências catastróficas.
O impacto descrito pela teoria incluía a previsão de até 40 milhões de mortes causadas por quedas e alegações de investimentos bilionários da agência espacial para lidar com o suposto fenômeno.
Especialistas ressaltam que, se a gravidade — força que mantém pessoas, oceanos e estruturas presas ao planeta — simplesmente desaparecesse, o cenário seria de desastre em escala global. Ainda assim, um porta-voz da Nasa foi categórico ao afirmar ao site de checagem Snopes que isso não vai acontecer.
Do ponto de vista científico, a explicação é direta: a gravidade da Terra depende de sua massa. Para que o planeta deixasse de exercer atração gravitacional, seria necessária uma perda maciça de matéria, envolvendo componentes essenciais como núcleo, manto, crosta, oceanos, água continental ou atmosfera — hipótese considerada impossível.
Sobre o dia 12 de agosto, a Nasa confirmou que haverá, de fato, um evento astronômico relevante: um eclipse solar total. O fenômeno, no entanto, não tem qualquer efeito incomum sobre a gravidade terrestre. A atração gravitacional exercida pelo Sol e pela Lua, responsável pelas marés, é um processo natural, previsível e amplamente estudado.
A agência foi enfática ao comentar a origem do boato, afirmando que a ideia “pode ser atribuída a uma teoria conspiratória estúpida e barata, impulsionada na internet por pessoas que não sabem como a gravidade funciona”.
Com a aproximação do eclipse, a Nasa aproveitou para reforçar orientações de segurança ao público. A observação do Sol deve ser feita apenas com proteção ocular adequada, como óculos de eclipse certificados, já que olhar diretamente para o astro pode causar danos permanentes à visão.
O único momento em que é seguro observar o fenômeno a olho nu é durante a fase de totalidade, quando a Lua cobre completamente o Sol. Assim que a luz solar começa a reaparecer, o uso da proteção ocular volta a ser indispensável.
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