A Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal da Comarca de Dourados autorizou o acesso aos dados telefônicos dos celulares apreendidos no caso que investiga a morte do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos. A determinação, assinada pelo juiz Ricardo da Mata Reis, inclui tanto o aparelho da vítima quanto os dispositivos pertencentes aos jovens apontados como responsáveis pelo assassinato.
A medida foi considerada essencial pela Polícia Civil para ampliar o conjunto de provas, reforçar a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte — e checar a possível atuação de outros envolvidos ainda não identificados. Com o material telefônico, os investigadores poderão confrontar depoimentos, mapear contatos e reconstruir conversas que possam ter relação direta com o planejamento e a execução do crime.
A Polícia Civil sustenta que o assassinato foi premeditado e contou com o envolvimento direto de cinco jovens, entre eles dois adultos e três menores de idade. O crime ocorreu em 14 de novembro e o corpo do sacerdote foi localizado no dia seguinte, em uma estrada próxima a uma área de mata no Distrito Industrial de Dourados.
De acordo com o delegado Lucas Albe Veppo, o padre foi atacado dentro de sua própria residência, onde foi golpeado com uma marreta na cabeça e esfaqueado no pescoço e no peito. Após a morte, o corpo foi transportado e abandonado na região de mata.
As investigações indicam que Leanderson de Oliveira Júnior, de 18 anos, e um adolescente de 17 anos planejaram furtar o veículo do padre para revendê-lo no Paraguai por aproximadamente R$ 40 mil. A dupla teria discutido detalhes da ação e preparado a execução do plano. O jovem de 18 anos admitiu ter atingido a vítima.
Versão do suspeito é contestada
O principal investigado alegou que o crime teria sido motivado por uma suposta tentativa de abuso sexual por parte do padre. A Polícia Civil, no entanto, afirma que não há qualquer indício técnico que sustente essa versão.
A quebra do sigilo telefônico, segundo a própria investigação, será decisiva para afastar contradições, fortalecer a linha principal da apuração — que aponta para latrocínio qualificado — e reunir elementos que permitam esclarecer todos os desdobramentos do caso.
O inquérito também apura ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado. As análises dos dados dos celulares devem orientar as próximas etapas da investigação.
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