A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina dos Santos Fiuza (MDB), afirmou à Polícia Civil que a pequena quantidade de maconha localizada dentro de seu guarda-roupa durante a Operação Dirty Pix não pertencia a ela. Segundo seu depoimento, os 6 gramas de droga, junto do papel de seda e de um dichavador, seriam usados por “um amigo” que costuma visitá-la.
Os policiais cumpriam mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (18) quando encontraram o material. Por causa do entorpecente, Cristina foi conduzida até a Delegacia de Polícia, ouviu o que tinha de ouvir, assinou o termo correspondente e acabou liberada, já que a legislação prevê medidas mais brandas quando a quantidade é reduzida. O delegado avalia caso a caso, e neste não houve detenção.
A operação, realizada pelo Gecoc do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, investiga um suposto esquema de repasses irregulares envolvendo o presidente do Hospital Beneficente Dona Elmiria Silvério Barbosa, Jacob Breure, além de vereadores. O grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 5,4 milhões de recursos públicos entre transferências diretas e intermediadas. O período apurado coincide com o mandato de Cristina na Câmara, entre 2021 e 2024.
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Sidrolândia fez questão de ressaltar que os fatos investigados ocorreram em 2022, quando a atual gestão ainda não estava formada. A nota explica que algumas pessoas hoje ligadas ao Executivo receberam notificações apenas por atos praticados quando eram parlamentares, não por suas funções atuais.
O texto ainda afirma que a administração acompanha o caso, mas não adotou medidas internas por enquanto. Segundo o comunicado, qualquer decisão dependerá do avanço das investigações, sempre obedecendo o rito legal. A prefeitura reforçou compromisso com “transparência, integridade e ética” e disse manter seus canais abertos para prestar esclarecimentos à população.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





















