BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não há tema que não possa ser colocado na mesa de negociação entre Brasil e Estados Unidos, segundo fontes que estavam com o petista durante a conversa. Nesta segunda-feira (6/10), os dois tiveram uma reunião bilateral por telefone.
Apesar da abertura dada por Lula, o petista já destacou, em outras ocasiões, que não colocará em pauta temas relativos à independência do Poder Judiciário e à soberania nacional, como o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado.
Em nenhum momento foi citado o nome de Jair Bolsonaro ou de qualquer autoridade brasileira na conversa, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula apenas fez um pedido para que Trump ordene a retirada das sanções a nomes do Poder Judiciário e do Executivo, além do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras. A Lei Magnitsky, aplicada sobre o ministro Alexandre de Moraes, também não foi diretamente mencionada.
Já no plano econômico e comercial, o governo brasileiro não descarta nenhum tipo de negociação. Entre os pontos que poderiam ser conversados, por exemplo, estaria a exploração das chamadas “terras raras”, a produção de etano e a regulamentação das big techs.
Clima amistoso
Fontes ouvidas pela reportagem classificaram o telefonema com “extremamente amistoso”, durante os trinta minutos de conversa. Lula e Trump começaram a ligação relembrando a “boa química” que houve entre os dois quando se encontraram na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 23 de setembro.
Integrantes do governo brasileiro avaliam que este foi mais um passo para uma reunião presencial entre os dois presidentes. Neste caso, Lula propôs a Trump três possibilidades: a cúpula da Asean, bloco de países do sudeste asiático, que ocorrerá na Malásia, no dia 26 de outubro; a cúpula de líderes da COP30, em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro; e uma possível viagem do petista aos Estados Unidos.
Partiu do presidente brasileiro a iniciativa de dar a Trump um número de celular para contato direto. O líder americano retribuiu da mesma maneira e disse que Lula pode acioná-lo quando quiser.
No Palácio da Alvorada, Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e do assessor especial Celso Amorim. Porém, apenas Lula e Trump falaram na conversa.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





















