Com investimento de R$ 67 milhões, empreendimento reunirá Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em um único espaço, com previsão de entrega em 2027
Um dos prédios mais icônicos do Centro de Campo Grande, que já foi sede do Banco Itaú na Rua Barão do Rio Branco, nº 1266, passará por uma grande transformação. O edifício da década de 1970, que estava sem uso, será revitalizado para se tornar a Casa do Comércio, novo ambiente de negócios do Mato Grosso do Sul.
O empreendimento reunirá em um mesmo espaço as sedes administrativas da Fecomércio-MS, Sesc, Senac e do Instituto de Pesquisa e Formação (IPF), fortalecendo a atuação conjunta das entidades do Sistema Comércio.
Estrutura moderna e multifuncional
O prédio terá nove pavimentos, além do térreo com mezanino, totalizando 11.584,56 m² de área construída. O projeto prevê ambientes modernos e funcionais:
- auditório para grandes eventos;
- salas de reunião e treinamentos;
- espaço de coworking;
- restaurante;
- áreas administrativas;
- praça elevada de convivência no primeiro pavimento;
- espaço multiuso para atividades culturais e corporativas;
- recepção integrada para atendimento ao público.
Cada andar terá identidade visual própria, inspirada nos biomas de Mato Grosso do Sul. As cores, texturas e vegetações utilizadas remetem ao Pantanal, Cerrado e outros ambientes naturais do Estado.
Retrofit e sustentabilidade
A intervenção será feita no modelo de retrofit, que moderniza edificações antigas sem perder suas características arquitetônicas originais. Elementos como esquadrias e aberturas serão preservados, respeitando a história do prédio, mas adaptados para as novas funções.
A sustentabilidade será um dos pilares da obra. Estão previstas soluções de eficiência energética, como aproveitamento da iluminação natural, climatização inteligente e uso de materiais que garantem menor impacto ambiental.
A acessibilidade também é prioridade. O edifício contará com banheiros adaptados, rampas, sinalização tátil, placas em braile e eliminação de desníveis, garantindo que pessoas com deficiência tenham autonomia e conforto.
Investimento e cronograma
O projeto da Casa do Comércio terá um investimento de R$ 67 milhões. As obras têm prazo de 18 meses e a previsão de entrega é fevereiro de 2027.
Durante esse período, a expectativa é de geração de empregos diretos na construção civil e, após a inauguração, a movimentação econômica deve se refletir em toda a região central, aquecendo o comércio e os serviços do entorno.
Revitalização do Centro Histórico
A Casa do Comércio integra uma série de iniciativas de revitalização do Centro de Campo Grande, promovidas pela Prefeitura em parceria com entidades privadas. A prefeita Adriane Lopes (PP) destacou, durante o lançamento evento do “Centro em Ação”, ocorrido na noite de ontem (30), que o projeto é parte de um conjunto de ações que inclui obras na Morada dos Baís, Escola de Governo, Maria Fumaça e Vila dos Idosos.
Importância para a economia
O setor de comércio representa cerca de dois terços do PIB de Mato Grosso do Sul. Ao concentrar em um único espaço a atuação de Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, a Casa do Comércio pretende otimizar atendimentos, reduzir custos operacionais e oferecer serviços mais ágeis e integrados para empresários e trabalhadores.
Para o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, a unificação é estratégica. “Reunir todas as entidades do Sistema Comércio em um único espaço vai potencializar o atendimento, unificar e agilizar ainda mais nossas ações em prol do empresário, além de aproximar os serviços dos trabalhadores do setor”, afirmou.
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