Uma quadrilha especializada em furtos de caminhonetes de luxo foi presa nesta semana em Campo Grande, após transformar a Capital em fornecedora direta do crime organizado na fronteira. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, cada Toyota Hilux ou SW4 furtada podia valer de 1 a 2 toneladas de maconha no Paraguai.
A investigação identificou pelo menos seis crimes consumados na cidade, entre os dias 19 e 24 de setembro. Quatro veículos foram levados para o Paraguai em sequência, principalmente na região central, com concentração no bairro Santa Fé. Entre os registros estão:
- 20/09 – furto de uma Hilux;
- 21 e 22/09 – furto de outra Hilux;
- 22/09 – furto de uma SW4;
- 22 e 23/09 – furto de mais uma SW4.
O grupo utilizava um Fiat Uno Sporting como carro de apoio nas madrugadas escolhidas. Câmeras de segurança flagraram o momento em que um dos homens desceu do veículo e furtou uma caminhonete, ajudando os investigadores a montar o cerco.
De acordo com o delegado Erasmo Cubas, da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos), os veículos eram usados como moeda de troca no tráfico transfronteiriço, sendo que, cada automóvel pode equivaler a 1 a 2 toneladas de maconha no Paraguai.
A afirmação é corroborada por apreensões recentes, em que caminhonetes Hilux e SW4 foram flagradas transportando entre 1,5 e 1,8 tonelada de maconha em operações policiais na região de fronteira.
Prisão em flagrante e apreensões
Na madrugada de 23 de setembro, policiais interceptaram uma SW4 branca na Rua Abrão Júlio Rahe e prenderam dois homens em flagrante. Dentro do veículo estavam dispositivos eletrônicos usados para ligação direta, uma chave de fenda adaptada e uma chave virgem de Hilux.
As investigações apontam que, após os furtos, os veículos eram levados a pontos seguros, onde outros integrantes assumiam a rota até os receptadores na fronteira.
Um dos suspeitos foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) ao tentar embarcar para São Paulo. A Polícia Civil identificou que os criminosos eram de outros estados e atuavam por encomenda, contratados por facções ou receptadores estrangeiros.
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