A delegada Ana Paula Balbino fez pesquisas sobre o registro policial da morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em 11 de agosto, antes de o marido ser preso como suspeito do crime, segundo apurações da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais. Renê Nogueira Júnior, que confessou ter aberto fogo contra o profissional da coleta de lixo, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, ameaça e fraude processual. Já a servidora foi indiciada por prevaricação, por supostamente não ter praticado algum ato que deveria na condição de agente público, e posse ilegal de arma, já que a pistola utilizada no caso pertencia a ela.
- Líder do PCC morto pela PM integrou ‘Bonde dos 14’ e planejou atentado contra ex-delegado-geral em 2019, diz Derrite
- Cineasta morto em queda de avião no Pantanal dirigiu filme indicado ao Emmy sobre acidente aéreo da Chapecoense
Após o crime, a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais abriu procedimento para investigar a participação de Ana Paula. Segundo o Estado de Minas, o órgão analisou o celular da delegada e concluiu que ela sabia que o marido era suspeito do crime — apesar disso, não acionou as autoridades. O procedimento correu sob sigilo.
O documento obtido pelo jornal aponta que Ana Paula fez 29 pesquisas na plataforma de Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), onde estão boletins de ocorrências em andamento e finalizados, de 10h30 a 13h20. Ela pesquisou por seu nome, a placa do carro que Renê conduzia, pelo nome do marido e pelo nome da vítima.
- Polícia investiga: Casal é sequestrado e mulher é estuprada durante assalto em parque no litoral de SP
- Aeronave caiu em zona rural de Aquidauana: Queda de avião mata famoso arquiteto chinês, cineasta brasileiro e outros 2 no Pantanal, em MS
Ainda de acordo com a apuração da Corregedoria, Ana Paula ligou para o marido 23 vezes a partir de nove minutos depois do horário do crime até momentos antes da prisão de Renê, numa academia de alto padrão de Belo Horizonte. O empresário inicialmente negou envolvimento na morte de Laudemir, mas depois confessou o crime e isentou a mulher de qualquer responsabilidade. Ele disse ter pegado a arma da servidora sem ela saber.
Ainda segundo o Estado de Minas, Ana Paula contou para o irmão no dia do crime que suspeitava de Renê ter cometido o crime. O parente da servidora confirmou a informação em depoimento à 4ª Subcorregedoria da PCMG. O irmão enviou à delegada o link de uma reportagem da imprensa local sobre o caso e ligou para “sondar” se o carro dela era o mesmo constante da matéria. A servidora teria dito ao irmão que estava atordoada e que tentava confirmar se Renê estava envolvido.
A defesa de Ana Paula disse que não se manifestar porque o procedimento corre em sigilo. Informações sobre o processo na Corregedoria foram juntados à ação do homicídio sem atribuição do sigilo, por equívoco. Segundo a defesa, haverá apuração da responsabilidade das autoridades responsáveis por isso.
Discover more from FATONEWS :
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





















