BRASÍLIA – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que só a aprovação de uma anistia ampla e irrestrita pode “reduzir a temperatura” com os Estados Unidos. A declaração foi feita após o governo Donald Trump ter anunciado sanções à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22/9).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está desde março morando nos EUA, defendeu uma anistia que envolva fatos desde o primeiro ano do governo Bolsonaro.
“Eu espero que a elite brasileira entenda que somente parando a perseguição, cujo único remédio possível é uma anistia dos fatos, começando em 2019 para que não se tenha a possibilidade de desengavetar qualquer desculpa para perseguir opositor político, somente assim a gente vai conseguir reduzir a temperatura”, declarou.
Logo depois, Eduardo insinuou que outras autoridades brasileiras também devem ser alvo da Lei Magnitsky ainda nesta segunda-feira por parte do governo americano. “Várias outras autoridades também estão sendo sancionadas hoje. Vocês vão ver no decorrer do dia”, prometeu.
A sanção é uma das respostas do governo de Donald Trump à condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista. Para Trump, a sentença é uma “caça às bruxas”. Sete aliados de Bolsonaro também foram condenados por tramar um golpe de Estado em 2022.
Alexandre de Moraes convive com as sanções da Magnitsky desde 30 de julho. A medida foi imposta ao magistrado antes do início da etapa final do julgamento que levou à condenação de Bolsonaro e aliados. Moraes foi o relator da ação na Primeira Turma do STF.
Anistia não deve ter maioria na Câmara
Apesar dos pedidos de Eduardo e de outras lideranças bolsonaristas e da aprovação da urgência na semana passada, o PL da Anistia deve passar por mudanças antes de ser votado pelo plenário da Câmara.
Os apelos do bolsonarismo por um perdão irrestrito a todas as penas de envolvidos no 8 de janeiro e na trama golpista não devem ser suficientes e o relator do projeto, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), negocia um texto que se limite a reduzir as penas dos condenados. A proposta, inclusive, chegou a ser rebatizada como “PL da Dosimetria”.
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