O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) poderá ter o mandato suspenso por quatro meses. A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e se refere às sanções que devem ser aplicadas a 14 parlamentares acusados de obstruir a retomada das atividades da Câmara dos Deputados no dia 6 de agosto.
Segundo o parecer do corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), Pollon é o que deve receber a punição mais severa: um mês de suspensão por ocupar a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros três meses por xingá-lo durante a sessão.
Durante a confusão, o parlamentar sul-mato-grossense disse: “A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60”.
Defesa de Pollon
A assessoria do deputado informou que ele ainda não foi notificado e sustentou que sua conduta foi legítima e pacífica. “Ser punido por defender o povo é privilégio de quem não é covarde”, afirmou em nota.
O próprio Pollon, em defesa apresentada, ironizou a possível punição e pediu que a decisão fosse impressa em papel de luxo para ser emoldurada. “Eu vou fazer um quadro e pôr na sala da minha casa, para que, todas as vezes que meus filhos passarem por ali, tenham a certeza de que, em momento de crise, o pai deles não se acobardou”, declarou.
O deputado também citou outra representação contra ele, referente a xingamentos ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em um ato em Campo Grande. Pollon disse que se tratava de discurso em manifestação pacífica, fora do ambiente institucional, e não poderia ser considerado quebra de decoro. Esse episódio, no entanto, não está incluído no pedido de suspensão.
Próximos passos
O parecer do corregedor será encaminhado ao Conselho de Ética, responsável por decidir sobre as penalidades. Além de Pollon, também estão na lista os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Júlia Zanatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
De acordo com a indicação, Van Hattem e Zé Trovão devem receber a segunda punição mais grave, enquanto os demais parlamentares terão apenas censura escrita.
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