Os três senadores de Mato Grosso do Sul — Soraya Thronicke (Podemos), Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD) — assinaram o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa integra um movimento crescente da oposição que acusa o magistrado de extrapolar limites constitucionais e agir com perseguição política, especialmente contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e parlamentares aliados.
Em sua justificativa, o senador Nelsinho Trad afirmou que a escalada de atritos entre os poderes preocupa e compromete a confiança nas instituições.
“Quando o abuso de autoridade ultrapassa a razão, instala-se a desconfiança. Casos vêm se repetindo e isso aprofunda a inquietação de amplos setores da sociedade”, declarou o parlamentar.
Já a senadora Tereza Cristina destacou que sua posição visa evitar conflitos institucionais e reforçar a responsabilidade do Congresso com a estabilidade democrática.
“Nosso compromisso é com a paz e o bem-estar do Brasil. A pacificação exige ações concretas”, disse a ex-ministra da Agricultura.
A senadora Soraya Thronicke, por sua vez, defendeu o pedido como uma reação à suposta violação das prerrogativas parlamentares, em especial no caso envolvendo o senador Marcos do Val (Podemos-ES).
“Um senador eleito está sendo impedido de trabalhar e se comunicar com a sociedade. O Senado não pode se omitir”, afirmou.
Tramitação depende de Alcolumbre
O pedido de impeachment de um ministro do STF só avança se for acolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A abertura formal exige 41 assinaturas para iniciar a tramitação, mas cabe exclusivamente à presidência da Casa decidir se o tema será colocado em pauta.
Se aceito, é criada uma comissão especial para analisar a denúncia e emitir um parecer sobre sua admissibilidade. Esse relatório, se aprovado por maioria simples, é então levado ao plenário do Senado, onde precisa novamente de maioria simples para seguir adiante.
Na etapa final, o julgamento político exige voto favorável de pelo menos 54 senadores — dois terços da Casa — para que o impeachment seja efetivado.
*Com informações do Campo Grande News
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