Após a declaração de hoje do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que indicou a possibilidade de um contato, o presidente Lula afirmou que está “aberto ao diálogo”.
Brasil e Estados Unidos estão no meio de uma crise comercial e ideológica após o governo americano impor um tarifaço de 50% aos produtos brasileiros exportados para os EUA e sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com punições financeiras por meio da Lei Magnitsky. Trump pressiona pela suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula nas redes sociais.
Trump disse mais cedo que Lula pode ligar para ele “quando quiser”. A afirmação foi dada em resposta a uma pergunta da repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre a possibilidade de diálogo entre os dois líderes.
— Ele pode falar comigo quando quiser — disse o republicano.
Perguntado sobre a tarifa de 50% aplicada contra produtos brasileiros, Trump não deu detalhes, mas afirmou que “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”. Apesar da crítica, Trump disse que “ama o povo do Brasil” e evitou antecipar qualquer medida.
— Vamos ver o que acontece — afirmou.
Trump assinou na última quarta-feira uma ordem executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, somando-se aos 10% anunciados em abril e elevando o total da tarifa para 50%.
Em vez de entrar em vigor no dia 1º de agosto, como havia sido anunciado por Trump, o decreto adia a implementação para 6 de agosto.
Além disso, o decreto estabelece uma longa lista de quase 700 exceções — entre os 4 mil itens que o Brasil exporta para os EUA — a essa tarifa adicional de 40%, entre elas aviões da Embraer, peças aeronáuticas (como turbinas, pneus e motores), suco de laranja, castanhas, vários insumos de madeira, celulose, ferro-gusa, minério de ferro, equipamentos elétricos e petróleo, que já vinha sendo tirado das listas de tarifas dos EUA para os países.
Por outro lado, café, cacau, carne e frutas, alguns dos principais itens da pauta de exportação brasileira, não estão na lista de exceções e devem ser tarifados. Dessa forma, o tarifaço de Trump, apesar do impacto menor que o esperado devido às exceções, tem ainda potencial de afetar substancialmente as exportações brasileiras.
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