O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira o Brasil não vai sair da mesa de negociações com Estados Unidos em torno do tarifaço anunciado por Donald Trump sobre produtos nacionais, que começará a vigorar a partir de 1º de agosto.
— O foco continua sendo as negociações, tem havido conversas — afirmou. — O Brasil não vai deixar a mesa de negociação. Isso está valendo.
Segundo o ministro, o plano de contingência foi apresentado ao presidente Lula, mas neste momento o foco são as negociações.
— O foco continua sendo as negociações. O vice-presidente (Geraldo) Alckmin está em contato permanente e à disposição das autoridades americanas. Tem havido conversas. O Brasil não vai deixar a mesa de negociação. Vamos continuar abertos a negociação independente da decisão dos Estados Unidos — disse Haddad a jornalistas após reunião com Lula no fim da tarde.
Os diferentes cenários de possíveis respostas já são de conhecimento do presidente, mas ainda não há uma decisão final sobre como o Brasil reagirá, informou Haddad.
— Não sabemos nem a decisão que vai ser tomada. A gente espera que não seja unilateral no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios. E, por determinação dele, o foco é negociar, tentar evitar medidas unilaterais — afirmou.
Além das ações domésticas, o governo intensificou os contatos internacionais. Em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sinalizou que o Brasil está aberto ao diálogo com os Estados Unidos para tentar reverter a medida, que deve entrar em vigor na sexta-feira.
Do outro lado do mundo, a China também se manifestou em apoio ao Brasil. Questionado sobre as tarifas de Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou nesta segunda que Pequim está disposta a trabalhar com o Brasil, países latino-americanos e membros do Brics para defender o comércio justo.
— A China está disposta a trabalhar com o Brasil e outros países da América Latina e do Caribe, e com os países do Brics, para defender em conjunto o sistema multilateral de comércio centrado na OMC e proteger a justiça e equidade internacionais — declarou Jiakun.
Ele criticou as medidas unilaterais de Washington e afirmou que “guerras tarifárias não têm vencedores”.
O aumento das tarifas anunciado pelo governo Trump atinge principalmente produtos industriais e do agronegócio brasileiro, e ocorre em meio à campanha eleitoral nos Estados Unidos. Até o momento, não houve sinalização de recuo por parte da Casa Branca.
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