O pecuarista e empresário Paulo Afonso de Lima Lange, de 66 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (14) pela Polícia Civil, acusado de matar o médico veterinário e também fazendeiro Volnei Kommers Beutinger, de 52 anos. O crime aconteceu na quinta-feira (10), na fazenda de Paulo, localizada no distrito de Itahum, zona rural e distante a 60 km de Dourados.
Paulo se apresentou à polícia no dia seguinte ao crime e confessou ter feito o disparo que matou Volnei. No entanto, alegou ter agido em defesa do filho, de 37 anos, que estaria envolvido em uma briga corporal com a vítima. Disse ainda que Volnei estava armado com uma faca no momento do confronto.
Porém, a versão apresentada por Paulo Lange entrou em contradição com os depoimentos de testemunhas, incluindo o funcionário que acompanhava a vítima. O homem negou que Volnei estivesse armado e afirmou que o patrão já estava morto quando foi colocado na caminhonete. Com base nessas informações, a Polícia Civil descartou a tese de legítima defesa.
À imprensa, o delegado Lucas Albe Veppo, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), disse que as divergências nos relatos indicaram a necessidade da prisão preventiva do suspeito.
“A versão apresentada pelo autor não se sustenta diante das contradições e dos elementos colhidos na investigação. As testemunhas ouvidas apresentaram informações que contestam diretamente o relato de Paulo Lange. Por isso, representamos pela prisão preventiva, que foi deferida pelo Judiciário”, informou.
Paulo Lange foi localizado em sua propriedade em Itahum e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados. Após audiência de custódia, ele deve ser transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

Entenda o caso
Na manhã do crime, Volnei e um funcionário foram até a fazenda vizinha para procurar um lote de gado que havia saído da propriedade da vítima e entrado na área de Paulo Lange. Ao chegarem, se iniciou uma discussão com o filho do pecuarista, que teria dito que os bois seriam encaminhados ao frigorífico. A briga evoluiu para agressões físicas.
Durante a confusão, Paulo sacou um revólver calibre 38 e atirou no peito de Volnei. Após o disparo, o corpo foi colocado na caçamba de uma caminhonete Ford Ranger e transportado até a propriedade da vítima.
Em seu depoimento, o autor afirmou que Volnei ainda estaria vivo durante o transporte e que não conseguiu chamar socorro por falta de sinal de celular. Contudo, essa versão também foi refutada pela testemunha.
Além do filho de Paulo, um funcionário da fazenda onde ocorreu o crime também foi ouvido. Os relatos divergentes e as tentativas de justificar o ocorrido levaram a Polícia Civil a concluir que não houve legítima defesa, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
O revólver usado no assassinato foi apreendido na propriedade do pecuarista. O caso segue sob investigação e o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias.
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