Vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins trocou o PSC pelo PL em 2022, quando era deputado federal e concorreu ao Senado pelo Paraná com o apoio de Jair Bolsonaro, perdendo a disputa para Sergio Moro. No ano passado, ele integrou a chapa de Eduardo Pimentel, do PSD, mas viu o ex-presidente apoiar Cristina Graeml, sua oponente no segundo turno.
Na noite desta quarta-feira, Martins reagiu ao anúncio de que Donald Trump vai impor uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto em linha com a narrativa dos bolsonaristas. Escreveu o vice-prefeito no X:
“Parabéns ao consórcio Lula-STF. Por perseguição política, conseguiram inviabilizar o comércio com a maior potência econômica do planeta”.
Na sequência, o ex-deputado paranaense afirmou que a medida dos Estados pode levar a uma pressão interna que faça com as forças que estão no poder no Brasil recuem e busquem um acordo com os americanos. E defendeu que o Congresso assuma o protagonismo e faça “o que deve ser feito”.
Já no início da tarde desta quinta, ele modulou o discurso e fez uma crítica à decisão de Trump, diante do impacto econômico para o setor produtivo nacional. Escreveu Martins:
“Não é punindo o Brasil que trabalha e produz que se atinge o Brasil que namora o que há de pior no mundo. Afinal, machucar o primeiro é fortalecer o segundo”.
O político defendeu ainda que “seria melhor a punição específica em figuras específicas”.
As novas declarações irritaram bolsonaristas, que reagiram à postagem. Um perfil de Paulo Figueiredo, um dos denunciados pela tentativa de golpe de estado, que mora nos Estados Unidos, afirmou que “esperava um pouco mais de força” de Martins. Outros seguidores manifestaram discordância e “decepção”.
Em tempo: afastado de Bolsonaro, Martins tem sido cotado nas últimas semanas para deixar o PL e migrar para o Novo, o que ainda não ocorreu.
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