Mauritoni Gleberson da Silva, conhecido como “Toni”, de 33 anos, executado a tiros no bairro Residencial I, em Ponta Porã, na última segunda-feira (26), estava sendo investigado por aplicar golpes financeiros em pelo menos duas empresas da região, incluindo uma de monitoramento eletrônico onde ele trabalhava. A namorada de Toni também foi assassinada na mesma ação criminosa.
Segundo informações apuradas, Mauritoni ocupava o cargo de responsável por cobranças e vendas na empresa de monitoramento e utilizava o posto para desviar valores pagos por clientes. Ele recebia diretamente as quantias referentes a mensalidades e vendas de produtos, mas não repassava os valores para a empresa, alegando falsamente que os pagamentos não haviam sido realizados. A prática teria durado cerca de seis meses, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 17 mil.
Em outra situação, Toni recebeu um cheque no valor de R$ 2.376, que deveria ser usado para quitar uma dívida da empresa, mas se apropriou do valor ao repassar o cheque a um agiota. Questionado posteriormente, alegou que havia perdido a folha de cheque e não sabia do paradeiro do documento.
Execução brutal e fuga para o Paraguai
O assassinato de Mauritoni chocou moradores do bairro Residencial I. Ele foi morto com diversos disparos de arma de fogo por um grupo composto por quatro pessoas — três homens e uma mulher — que chegaram ao local em um carro modelo Volkswagen Fox, de cor escura. Após o crime, os suspeitos teriam atravessado a fronteira com o Paraguai, e a Polícia Nacional foi acionada para auxiliar nas buscas.
O corpo da vítima foi encaminhado à Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI), onde passou por exame de necropsia. As autoridades continuam investigando o caso e ainda não há informações sobre a prisão dos suspeitos.
A polícia trabalha com a hipótese de que o crime possa ter relação com os golpes aplicados por Mauritoni, mas ainda não descarta outras motivações.
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