Petista foi o 1º chefe de Estado recebido no Palácio Imperial de Tóquio em 6 anos
A cerimônia de recepção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da comitiva brasileira no Palácio Imperial de Tóquio, no Japão, contou com música brasileira e trajes “informais”. O petista desembarcou no país na 2ª feira (24.mar.2025).
O jantar promovido nesta 3ª feira (25.mar) marcou a 1ª vez que um chefe de Estado foi recebido no Palácio Imperial em 6 anos, desde a pandemia da covid-19.
Além de Lula, estavam presentes a primeira-dama Janja, integrantes da comitiva e personalidades com ligação entre os países, como o jogador de futebol Kazuyoshi Miura, que jogou no Brasil em 1990, e os nipo-brasileiros Sérgio Echigo, comentarista esportivo, e Márcia Nishiye, cantora.
GENTILEZAS E QUEBRA DE PROTOCOLO
Segundo a imprensa japonesa, o banquete imperial promovido pelo imperador Naruhito, 65 anos, e a imperatriz Masako, 61 anos, se deu pela 1ª vez sem os tradicionais trajes “montsuki haori hakama”. As roupas foram substituídas por ternos escuros para homens e vestidos para as mulheres. A quebra de protocolo foi um pedido da comitiva brasileira.
Além disso, a sonoridade do jantar foi também modificada. As músicas japonesas “Sakura Sakura” e “Oedo Nihonbashi” foram deixadas de lado para dar espaço a canções brasileiras, entre elas “Ô Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga (1899). A mudança teria sido uma gentileza do governo japonês, na intenção de deixar os convidados brasileiros mais à vontade.
Outra mudança adotada na recepção foi percebida durante o serviço de jantar. A comida foi servida em pratos individualizados, medida considerada incomum, já que os aperitivos costumam ser servidos em grandes travessas para que os próprios convidados se servissem. A ideia era que fossem minimizadas interrupções durante as conversas.
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