A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), participou na manhã deste domingo (16) de um ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em defesa da anistia aos condenados pela invasão e depredação dos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 8 de janeiro de 2023.
Durante o evento, Gianni publicou fotos em suas redes sociais segurando uma faixa com a frase “#AnistiaJá” e escreveu:
“Não podemos mais tolerar um Brasil sem anistia! A justiça seletiva, dois pesos e duas medidas, tem que parar! O Brasil precisa respirar ares de paz e justiça, e não vamos recuar até conseguirmos.”
A vice-prefeita esteve acompanhada do marido, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), ambos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pré-candidatura ao Senado
Na semana passada, Bolsonaro lançou Gianni Nogueira como pré-candidata ao Senado nas eleições de 2026. A possível candidatura pode impactar as articulações políticas em Mato Grosso do Sul, já que lideranças como o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) cogitam se filiar ao PL para disputar uma vaga. Como o estado terá duas cadeiras em disputa, um eventual lançamento de dois candidatos pelo PL pode dificultar alianças com outros partidos.
Bolsonaro descarta deixar o Brasil
O ato em Copacabana contou com um discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que reafirmou sua intenção de permanecer no país, mesmo diante das investigações conduzidas pelo STF.
“O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, declarou.
Bolsonaro, atualmente inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas sim “paixão pelo Brasil”. Ele também admitiu a possibilidade de não disputar a eleição presidencial em 2026, mas garantiu que há outras lideranças preparadas para substituí-lo.
O ex-presidente negou envolvimento na tentativa de golpe de Estado e alegou que não poderia ter participado da articulação, pois estava nos Estados Unidos no momento dos ataques de 8 de janeiro. Bolsonaro é investigado por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Pressão pelo projeto de anistia
O ato também teve como objetivo pressionar o Congresso Nacional a aprovar um projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaro defendeu a proposta e declarou que os envolvidos nos ataques aos Três Poderes são inocentes.
A discussão sobre a anistia segue dividindo parlamentares e a sociedade brasileira, enquanto os desdobramentos judiciais continuam avançando no Supremo Tribunal Federal.
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