A bancada do PT acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e a PGR nesta quinta-feira contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A legenda acusa o parlamentar de crime contra a soberania nacional.
Na notícia-crime enviada aos órgãos, os petistas afirmam que o parlamentar bolsonarista teria ido, desde a posse de Donald Trump, três vezes aos Estados Unidos para articular e incitar ações do governo norte-americano contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e contra o próprio o Brasil, por meio de sanções econômicas, com o objetivo de constranger a justiça e tentar obter vantagens no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo.
Segundo o partido, a conduta do deputado configura “verdadeira tentativa de constranger não só um integrante de um dos Poderes da República, mas o próprio Poder Judiciário nacional que irá apreciar, se for o caso, as ações penais que envolvem o pai do Representado [Eduardo] e seu entorno golpista”.
“Para além de constranger um dos Poderes da República, a iniciativa do Representado, já em estado avançado de articulação (com aprovação de um projeto de lei na Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes em 26 de fevereiro de 2025), objetiva, ao fim e ao cabo, causar embaraço à investigação em curso no Supremo Tribunal, tanto nos inquéritos que ali tramitam, quanto em face da futura ação penal, que versam, entre outras apurações, sobre a Tentativa de Golpe de Estado, Tentativa de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa etc”, diz trecho do documento.
À Câmara, o PT requereu a abertura de processo ético disciplinar por quebra de decoro parlamentar. Sob mesma linha argumentativa, os petistas pediram ao chefe a PGR, Paulo Gonet, a instauração de investigação criminal para apurar a conduta de Eduardo Bolsonaro, e a apreensão de seu passaporte.
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